Quem apoia a AAL: conheça Bernard de Laguiche

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Bernard de Laguiche

O impacto e os resultados tão expressivos conquistados pelo Instituto Aliança contra Hanseníase são possíveis graças a uma rede formada por profissionais referência em suas áreas de atuação e pessoas que se uniram à causa e investem nas ações que promovem qualidade de vida para quem enfrenta a hanseníase ou, já curado, convive com suas sequelas. Uma das pessoas que têm apoiado a AAL desde sua fundação é o empresário Bernard de Laguiche.

Trajetória profissional

Membro de uma tradicional família francesa, Bernard de Laguiche carrega o título de conde e pode ser definido como um cidadão do mundo: nasceu na Bélgica, tem nacionalidade francesa e brasileira, morou na Alemanha, na Bélgica, na Inglaterra, no Brasil e na Itália. Os vários endereços, em sua maioria, foram influenciados pela brilhante trajetória profissional que construiu ao longo dos anos em grandes multinacionais.

Em 1984 começou a trabalhar no grupo farmacêutico suíço Novartis, que na mesma década desenvolveu os remédios (rifampicina e clofazimina) que são utilizados no tratamento da hanseníase. Bernard não atuou diretamente neste projeto, mas pode dizer que esse foi o primeiro sinal da relação que viria a ter anos mais tarde com o tema. 

Em 1988, Bernard mudou de empresa e passou a trabalhar para a multinacional belga Solvay, onde fez carreira em administração e finanças. Anos mais tarde, foi nomeado diretor financeiro e membro do conselho administrativo. Atualmente, é empresário e investidor mantendo atividades em países da Europa e no Brasil nas áreas de industria química,  agricultura e saúde odontológica. 

Aproximação com a AAL

A ligação de Bernard com a Aliança contra Hanseníase veio por meio da Dra. Laila de Laguiche, com quem ele é casado há mais de 20 anos e tem dois filhos, Laura, de 19 anos, e Pierre, de 17 anos. “Cheguei ao Instituto sensibilizado pela minha esposa. Com ela, descobri que ainda existe hanseníase no Brasil, que a doença é curável quando diagnosticada e que muitas pessoas acabam adoecendo e tendo sequelas por falta de diagnóstico. Ela sempre falava da hanseníase, mas eu aprendi mais depois que nós nos mudamos para o Brasil, em 2013. Cheguei a acompanhá-la em algumas atividades e fui me apaixonando por essa área”, conta. 

Bernard foi conselheiro fiscal do instituto e hoje é um importante doador. “Dedico parte importante do meu orçamento filantrópico para a AAL. Admiro muito os resultados que foram conquistados e o relatório anual, que mostra os esforços que foram feitos e apresenta tanto dados quantitativos, quanto qualitativos. Também admiro a filosofia que a Dra. Laila carrega. Ela é orientada não só por fazer o bem, mas também pelo avanço da ciência, tem uma posição única nesse mundo de filantropia, onde ela é, ao mesmo tempo, cientista, pesquisadora, médica e filantropa. Essa é a essência da AAL”. 

Para o investidor, a AAL ainda tem muito a fazer – e vai fazer – na busca pela erradicação da hanseníase no Brasil, que registra 30 mil novos casos da doença por ano. “Até chegar a zero, o instituto tem muito a realizar na formação de profissionais da saúde e no apoio aos pacientes. Sei que a Dra. Laila tem muitos projetos em mente que vão ajudar a chegar a esse objetivo”.

Exemplo para os filhos

A trajetória do casal Bernard e Laila de Laguiche se tornou exemplo para os filhos. Bernard faz questão de destacar, com orgulho, que a filha mais velha, Laura, estuda Economia e Desenvolvimento Sustentável na University of St Andrews, na Escócia. “Quando a gente pergunta a ela o que gostaria de fazer no futuro, ela diz que quer trabalhar em uma atividade próxima à filantropia. Isso certamente vem da influência da mãe dela. Pierre está no internato, na Suíça, e ainda não definiu a carreira que vai seguir, mas ele é muito científico, deve seguir uma área nesta linha”, afirma.  “Os dois têm um fundo sinceramente altruísta  e esse é um valor que a gente quis transmitir aos nossos filhos e que está bem coerente com a atuação do instituto. Toda família acabou sendo influenciada pelo engajamento da Dra. Laila”, conclui Bernard. 

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