Diretor-presidente da AAL, Haly Abou Chami fala sobre sua trajetória e envolvimento com a causa

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Haly Abou Chami

Seguindo boas práticas de governança, o Instituto Aliança contra Hanseníase busca sempre se atualizar e contar com uma equipe formada por profissionais que, além de técnica, possuem olhar sensível para os problemas sociais, em especial, o cenário alarmante da hanseníase no Brasil. Há cerca de dois anos, a diretoria executiva foi atualizada e passou a ser presidida pelo advogado Haly Abou Chami, que também é presidente do Conselho de Administração do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e consultor na área de construção civil. 

A relação de Haly com o setor social começou quando conheceu de perto o engajamento de voluntários da Associação Paranaense de Reabilitação (APR), onde foi diretor. “Eu prestava serviços de reformas em hospitais públicos de Curitiba e um deles era gerido pela APR e fiz obras na própria associação. Ali eu vi pessoas trabalhando sem visar lucro, mas o amor ao próximo. Isso comove e nos faz pensar. Comecei a me envolver, entrei para o conselho fiscal e pouco tempo depois fui convidado para assumir a diretoria”. 

Com a atuação na APR, Haly se aproximou do Instituto Aliança contra Hanseníase e diz ter ficado encantado pelo projeto, que foi idealizado pela Dra. Laila de Laguiche. “Acabei me envolvendo, entrei para o conselho consultivo e cheguei à função de diretor-presidente. Tenho a responsabilidade de, entre outras atividades, analisar balanços, providenciar pagamentos e recebimentos – com um controle muito rígido – e participar das decisões estratégicas do Instituto. Saber da condição do Brasil no que diz respeito à hanseníase faz com que a gente queira se envolver para ajudar a mudar essa realidade”, explica Haly.

“No evento de lançamento do Instituto, tivemos a oportunidade de escutar o depoimento de uma pessoa que recebeu tratamento para ‘lesão por esforço repetitivo (LER)’ e só depois de dois anos descobriu que era hanseníase. Foi um relato chocante. Esse ponto é importante porque uma das principais ações do Instituto é treinar profissionais de saúde para diagnosticar a hanseníase. É um trabalho muito necessário”, relembra Haly, que destaca o caráter científico e filantrópico da AAL, que cresce a partir do engajamento de voluntários e profissionais, além de  doações e parcerias.

“Nosso objetivo é que o Instituto ganhe ainda mais reconhecimento no Brasil e no mundo para que a gente consiga novas parcerias que permitam que nossa atuação seja cada vez maior e significativa nos índices gerais de hanseníase no Brasil. De toda forma, temos certeza de que, com pouco, estamos fazendo muito e conquistando grandes resultados. Acompanhar essa realidade me motiva a fazer cada vez mais e trabalhar ao lado do Instituto”, finaliza o diretor-presidente.

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